Menos de dois anos após assumir o Tribunal de Justiça de Alagoas, o desembargador Márcio Roberto de Albuquerque comunicou que pedirá aposentadoria, sem nostalgia. Ele disparou contra colegas que se consideram “divinos” e “donos da verdade, da sabedoria e da própria Lei”, afirmando: “A toga que vestimos não é manto de divindade, mas símbolo de uma responsabilidade terrena e passageira.”
Apesar de ter comandado o gabinete mais produtivo de 2025, julgando quase 20% a mais que os demais, Márcio Roberto reclamou das condições de trabalho, comparando-as a uma “cafua”, indignas para a função. Com 44 anos de serviço público incluindo carreiras como sargento da PM, advogado, promotor e procurador de Justiça, ressaltou que a aposentadoria integral não foi fator decisivo.
O magistrado reforçou seu compromisso com uma Justiça mais acessível e célere: “Não pode existir desembargador de baixo clero.” Suas declarações ecoam como a voz de quem denuncia práticas internas que muitos consideram autoritárias e desconectadas da sociedade.








