Xi Jinping publicou artigo na revista oficial do Partido Comunista Chinês, Qiushi, defendendo o renminbi como alternativa ao dólar no comércio e investimentos internacionais. Hoje, a moeda chinesa representa apenas 2% das reservas globais, contra 57% do dólar e 20% do euro, mas a China aposta no longo prazo, usando o BRICS como plataforma estratégica para ampliar sua influência econômica.
O plano enfrenta obstáculos sérios: o renminbi não é livremente conversível, os capitais são rigidamente controlados pelo regime e o mercado financeiro chinês é fechado. O presidente do Banco Central da China defende uma “ordem monetária multipolar”, ignorando que países com moedas fortes operam em mercados transparentes e confiáveis.
O Brasil, maior parceiro comercial da China e integrante do BRICS, está no centro dessa estratégia. Especialistas alertam que substituir a moeda da maior democracia do mundo por uma moeda de uma ditadura comunista aumenta vulnerabilidade econômica e compromete soberania, enquanto Lula defende a chamada “desdolarização”.







