A revista britânica The Economist cunhou o termo “brasileirização” para alertar países ricos sobre os riscos de perder o controle das contas públicas: dívida crescente, previdência que consome orçamento, juros sufocantes e queda de investimento. O Brasil é apresentado como modelo negativo.
Os números impressionam: 10% do PIB vão para aposentadorias — mesmo percentual do Japão, cuja população é três décadas mais velha. Sem reformas, pode chegar a 16% até 2060. Treze milhões de servidores geram déficit equivalente ao de 40 milhões de trabalhadores privados. Judiciário consome 1,3% do PIB, dívida caminha para 99% do PIB até 2030, juros consomem 8% do PIB ao ano e investimento privado é metade do aplicado na Índia. A Economist conclui que o país precisa escolher entre austeridade drástica ou espiral de juros e dívida.









