O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu apuração sobre a conduta de Otto Lobo, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comandar a Comissão de Valores Mobiliários. Técnicos apontaram “indícios de irregularidades” em julgamento que tratou da dispensa de OPA da Ambipar após operações com o Banco Master. A denúncia partiu da deputada Caroline De Toni.
À época, a sessão era presidida por João Pedro Nascimento, que votou pela obrigatoriedade da oferta pública. Lobo pediu vista; durante o intervalo, Nascimento renunciou. Como presidente interino, Lobo votou pela isenção da OPA e usou o voto de Minerva para decidir o placar, contrariando parecer da própria Procuradoria da CVM.
A Ambipar entrou em recuperação judicial meses depois. Investigações internas apontaram suspeitas de coordenação para inflar ações em até 800%, envolvendo o Master, que dobrou seu patrimônio antes de liquidação pelo Banco Central. Lobo aguarda aval do Senado, enquanto o TCU apura se sua nomeação é compatível com o cargo.









