Estudo da Fundação Getulio Vargas aponta que a proposta de alteração da escala 6×1 — modelo em que se trabalha seis dias e folga um pode provocar forte impacto no mercado de trabalho. A mudança defendida pelo governo prevê jornada semanal máxima de 40 horas com dois dias de descanso, o que exigiria ajustes operacionais em diversos setores da economia.
Segundo o levantamento, a adaptação das empresas poderia levar à eliminação de até 638 mil empregos formais, especialmente em áreas como comércio, construção civil e agropecuária. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o governo não prevê compensação financeira para empresas que precisarem se adaptar ao novo modelo de jornada.
O estudo também estima que a economia brasileira pode registrar retração de cerca de 0,7% com a mudança. Caso a jornada venha a ser reduzida futuramente para 36 horas semanais, o impacto projetado poderia chegar a 6,2% da atividade econômica, ampliando o debate sobre os efeitos da proposta no emprego e na produtividade.









