O ex-diretor do FBI, Robert Mueller, morreu na sexta-feira (20/3), aos 81 anos. A família já havia informado, no ano anterior, que ele havia sido diagnosticado com Doença de Parkinson. Mueller esteve à frente da agência entre 2001 e 2013, tendo assumido o cargo dias antes dos atentados de 11 de setembro, um dos episódios mais marcantes da história recente dos Estados Unidos.
Em 2017, foi nomeado conselheiro especial para conduzir a investigação sobre uma possível interferência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016, envolvendo o então candidato Donald Trump. O relatório final apontou ações de influência estrangeira no pleito, mas não estabeleceu conspiração direta entre o governo russo e a campanha de Trump.
O trabalho conduzido por Mueller teve ampla repercussão internacional e marcou o debate político nos Estados Unidos por anos. Sua atuação permanece como um dos capítulos mais relevantes das investigações federais recentes, influenciando discussões sobre segurança eleitoral e atuação institucional no país.









