O ministro Flávio Dino, hoje no Supremo Tribunal Federal, passou a relatar ao menos quatro investigações conduzidas pela Polícia Federal contra o governador do Maranhão, Carlos Brandão, e pessoas próximas. Os inquéritos apuram suspeitas como compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado e possível interferência em julgamento de homicídio no Superior Tribunal de Justiça.
A situação ganha contornos ainda mais sensíveis pelo histórico político: Brandão foi vice na gestão de Dino entre 2015 e 2022, antes de um rompimento público em 2024. O distanciamento se intensificou após decisão liminar de Dino suspendendo uma indicação do governo ao TCE, abrindo uma crise institucional no estado.
Nos bastidores, aliados do governador levantam questionamentos sobre o impacto político das investigações, apontando possível favorecimento indireto ao vice-governador Felipe Camarão, nome cogitado para a disputa estadual de 2026. O gabinete do ministro não comentou alegações dessa natureza.
As apurações também alcançam outros nomes, como o senador Weverton Rocha e integrantes do entorno familiar do governador. O episódio intensifica o clima de tensão no Maranhão e reacende o debate sobre a atuação de ministros do STF em processos que envolvem figuras com quem já mantiveram vínculos políticos diretos.









