A chamada Operação Carbono Oculto ganhou novos desdobramentos com a localização de dois de seus principais alvos na Líbia. Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, constam como foragidos internacionais e estariam negociando acordo de delação com o Ministério Público de São Paulo.
Apontados como líderes de um esquema bilionário, os investigados são suspeitos de atuar em fraudes fiscais, uso de empresas de fachada e infiltração criminosa na cadeia de combustíveis entre 2020 e 2024. As apurações indicam movimentação de cerca de R$ 52 bilhões, com recolhimento irrisório de tributos frente ao volume operado.
Uma tentativa anterior de colaboração foi rejeitada pela Procuradoria-Geral da República, após menções a autoridades com foro privilegiado. Agora, a negociação em nível estadual levanta questionamentos sobre os desdobramentos e o alcance das revelações prometidas.
O caso evidencia impactos diretos ao consumidor, com distorções no mercado de combustíveis e possível repasse indireto de prejuízos. A eventual delação pode ampliar o alcance das investigações e trazer novos elementos sobre um dos maiores esquemas já apontados no setor.









