O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o governo não pretende compensar empresas pelo fim da escala 6×1. Segundo ele, o país não tem capacidade fiscal para ampliar a desoneração da folha. A posição reforça o entendimento do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que também rejeita qualquer alívio aos empregadores.
A proposta, que o governo quer aprovar até maio, enfrenta resistência no Congresso. O deputado Nikolas Ferreira apresentou emenda prevendo que o próprio governo arque com os custos da mudança, mas a resposta foi negativa, sob alegação de falta de espaço fiscal.
Diante do impasse, o Executivo admite uma transição gradual, inspirada no modelo chileno, com ajustes até 2027. Ainda assim, o cenário expõe uma contradição: a tentativa de avançar com uma pauta simbólica sem assumir o ônus financeiro, transferindo a conta ao setor produtivo.









