A equipe econômica projeta crescimento real das despesas públicas próximo de 8% em 2026, superando em mais de três vezes o limite de 2,5% estabelecido pelo próprio arcabouço fiscal. Os dados constam na Lei de Diretrizes Orçamentárias enviada ao Congresso e revelam forte pressão de gastos impulsionada por reajustes, políticas salariais e despesas fora do controle direto da regra.
Relatórios da Instituição Fiscal Independente apontam cerca de R$ 250 bilhões fora dos limites do arcabouço, incluindo créditos extraordinários, precatórios e complementações obrigatórias. O alerta técnico é claro: o uso recorrente dessas exceções compromete a credibilidade da regra fiscal e enfraquece sua função de orientar a política econômica.
Com juros elevados e dívida pressionada, o cenário agrava o custo do crédito e impacta diretamente o setor produtivo. A discrepância entre discurso e prática fiscal levanta dúvidas sobre a sustentabilidade das contas públicas, especialmente em um ano marcado por decisões de forte peso político.







