A Justiça Federal do Paraná determinou a soltura de dois réus apontados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal como integrantes centrais de uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro ligada ao PCC no setor de combustíveis. A medida beneficia Miriam Favero Lopes, apontada nas investigações como operadora financeira do grupo, e Rafael Bronzatti Belon, ligado à empresa responsável pela chamada “Zeit Bank”, descrita pelos investigadores como um sistema financeiro paralelo utilizado pela organização.
A decisão foi proferida pelo juiz Marcus Holz, que entendeu não haver mais necessidade das prisões preventivas, considerando que as provas já foram colhidas e os bens dos investigados encontram-se bloqueados. Como condições para a liberdade, ambos deverão usar tornozeleira eletrônica e estão proibidos de manter contato com testemunhas e outros envolvidos no processo.
O caso segue cercado de controvérsias. Segundo estimativas da Receita Federal, a estrutura investigada teria movimentado mais de R$ 20 bilhões. As fianças fixadas somam R$ 2,43 milhões, valor considerado insuficiente pelo Ministério Público Federal diante da dimensão financeira atribuída ao esquema. Os acusados seguem respondendo ao processo e têm assegurado o direito à ampla defesa e à presunção de inocência até o julgamento definitivo.









