Internacional

Governo mantém sob sigilo carta enviada a Marco Rubio

O governo federal classificou como secreta, pelo prazo de 15 anos, uma carta enviada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao então senador Marco Rubio, indicado para chefiar o Departamento de Estado dos Estados Unidos após a eleição de Donald Trump.

Ao negar um pedido de acesso ao documento com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), o Itamaraty justificou que a divulgação poderia comprometer negociações em andamento ou afetar as relações internacionais do Brasil. Com isso, a carta permaneceria inacessível no país até novembro de 2039.

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Carlo Cauti durante o Bradock Show, o mesmo documento foi obtido junto às autoridades norte-americanas por meio da legislação de acesso à informação dos Estados Unidos.

De acordo com o conteúdo apresentado, a carta reúne cumprimentos pela indicação de Marco Rubio, além de manifestações de interesse em fortalecer a cooperação, ampliar o comércio bilateral e estreitar as relações entre Brasil e Estados Unidos.

A divulgação reacendeu o debate sobre os critérios adotados pelo governo para classificar documentos diplomáticos como sigilosos. Críticos da decisão questionam se o teor da correspondência justificaria uma restrição de acesso por 15 anos, especialmente diante do compromisso público com maior transparência na administração federal.

O episódio também evidenciou o contraste entre o discurso político adotado pelo governo em relação à eleição de Donald Trump e a atuação diplomática do Itamaraty, que manteve interlocução institucional com a futura administração norte-americana.

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