Dois novos casos de possível remissão do HIV foram apresentados durante a 26ª Conferência Internacional sobre Aids, realizada no Rio de Janeiro. Os pacientes receberam transplantes de células-tronco para tratar doenças graves, como leucemia, utilizando doadores com a rara mutação genética CCR5-delta32, que dificulta a entrada do vírus nas células.
Um dos pacientes, um jovem de 21 anos de Kansas City, está há mais de 14 meses sem medicamentos antirretrovirais e continua sem sinais detectáveis do HIV no sangue. Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que o acompanhamento deverá continuar por vários anos antes que qualquer caso possa ser considerado uma cura.
Os especialistas também reforçam que o transplante de células-tronco não é um tratamento para pessoas com HIV. O procedimento foi realizado porque os pacientes já precisavam tratar cânceres graves e envolve riscos elevados.
Cada novo caso ajuda a ampliar o conhecimento sobre o comportamento do vírus e pode contribuir para o desenvolvimento de terapias mais seguras no futuro. Atualmente, o HIV conta com tratamento eficaz e gratuito pelo SUS, permitindo que pacientes alcancem carga viral indetectável e tenham qualidade de vida.






