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Julgamento no TRE mantém Pablo Marçal inelegível até 2032

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu manter inelegível até 2032 o empresário, coach e influenciador Pablo Marçal (União Brasil), que pretende disputar uma vaga no Senado pelo estado de São Paulo. O julgamento ocorreu no plenário virtual, nesta quarta-feira (5). Já no final da manhã, o TRE já havia formado maioria e contabilizado seis votos contra Marçal.

A decisão cria um obstáculo para os planos do influenciador de disputar uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de outubro. Mas ainda cabe recurso, por isso, ele pode tentar registrar sua candidatura e concorrer sub judice enquanto aguarda uma decisão definitiva do TSE.

Em pesquisa recente, a Genial/Quaest, divulgada no final de julho Pablo Marçal apareceu com 9% das intenções de voto na disputa, atrás apenas das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que lideram as intenções de voto do eleitorado com 14% e 12% respectivamente. As duas fazem parte da chapa de Fernando Haddad (PT) que concorre ao governo estadual.

O União Brasil apoia a reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cuja chapa conta com as candidaturas do deputado federal Guilherme Derrite (PL) e do deputado estadual André do Prado (PL), que pontuam menos que Marçal nas pesquisas, na faixa de 8% e 5%, respectivamente.

Trâmites do processo

O que o TRE julgou nesta quarta foi um recurso impetrado pela defesa de Marçal, após sua condenação pela Corte regional em dezembro de 2025 por uso indevido dos meios de comunicação durante a corrida pela prefeitura de São Paulo, em 2024.

Durante a campanha eleitoral daquele ano, Marçal prometeu gravar vídeos de apoio a candidatos a vereador que fizessem transferências PIX no valor de R$ 5 mil para a campanha dele.

Também promoveu “campeonatos de cortes” e prometeu ganhos financeiros a apoiadores que disseminassem o seu conteúdo nas redes, o que o colocou na mira de ações movidas pelo Ministério Público e pelo PSB da deputada federal Tabata Amaral, quarta colocada na disputa pela prefeitura.

Naquela mesma campanha, Marçal e o apresentador José Luiz Datena (PSDB) protagonizaram uma cena lamentável durante um debate transmitido pela TV Cultura entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo. Datena deu uma cadeirada em  Marçal após uma intensa troca de ofensas e provocações verbais ao vivo.

Então candidato pelo nanico PRTB, Pablo Marçal ainda terminou a disputa em terceiro lugar, atrás de Guilherme Boulos (PSOL), que acabou derrotado no segundo turno pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB). Datena encerrou a disputa no primeiro turno com apenas 1,84% dos votos válidos, retornando à televisão após o pleito.

No julgamento de dezembro, o colegiado afastou as acusações de abuso de poder econômico e gastos ilícitos de campanha, mas concordou com as alegações de uso indevido dos meios de comunicação. Com isso, ele ficou inelegível por um período de oito anos e recebeu uma multa de R$ 420 mil.

O placar apertado do julgamento do recurso, de 4 a 3 pela condenação do influenciador, além das mudanças na composição da Corte Eleitoral, deram esperança a aliados do empresário de uma reviravolta, o que não ocorreu. Sua inelegibilidade foi mantida até 2032.

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