Dados do Ministério da Saúde enviados ao Congresso Nacional mostram que 1.121 indígenas morreram no território Yanomami entre 2023 e 2025. No período comparável da gestão anterior, foram registrados 951 óbitos.
A diferença representa 170 mortes a mais no período analisado.
A crise Yanomami envolve problemas de saúde, dificuldades de atendimento e a presença de atividades criminosas na região. Diante da situação, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, chegou a conversar com a senadora Damares Alves sobre uma possível missão conjunta ao território.
Os números são absolutos e não detalham, nesse recorte, as mortes por causa ou faixa etária. O governo também contesta uma comparação direta entre os períodos e afirma que houve avanços na assistência à população indígena. Segundo o Executivo, os óbitos apresentaram redução no primeiro semestre de 2026.
Ainda assim, o balanço dos três primeiros anos do atual governo chama atenção. Mesmo após a criação do Ministério dos Povos Indígenas e o anúncio de medidas específicas para enfrentar a crise, o número total de mortes registrado no período ficou acima do observado anteriormente.
A crise Yanomami não começou no atual governo. Mas os números indicam que, apesar das ações anunciadas, o problema ainda está longe de ser solucionado.








