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Geração Z aparece como a geração mais à direita do Brasil, aponta AtlasIntel

A Geração Z é hoje o grupo geracional com maior identificação com a direita no Brasil, segundo levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg. Entre brasileiros de 16 a 28 anos, 52% afirmam estar alinhados à direita ou à centro-direita, enquanto 31% se identificam com a esquerda ou centro-esquerda.

O percentual coloca os jovens à frente de outras gerações. Entre os millennials, 51% se posicionam à direita. Já entre os baby boomers, o cenário se inverte: 57% se identificam com a esquerda.

Considerando a população brasileira como um todo, a divisão ideológica permanece apertada: 42% se identificam com a direita e 40% com a esquerda. Entre os jovens, 5% afirmam estar no centro e 12% dizem não possuir uma orientação ideológica definida.

O levantamento também aponta que a divisão política não está relacionada apenas à idade. O gênero aparece como um fator relevante. Entre os homens, a direita apresenta maior força, enquanto entre as mulheres a esquerda permanece majoritária. Segundo os dados apresentados pela pesquisa, comportamento semelhante também é observado entre jovens de países como Estados Unidos, Reino Unido e Coreia do Sul.

Pessimismo pode explicar mudança

Outro dado chama atenção. Cerca de 65% dos integrantes da Geração Z afirmam estar pessimistas em relação ao futuro, enquanto 35% acreditam que terão menos oportunidades de trabalho do que seus pais.

A insatisfação também aparece na relação com o sistema político. Entre os jovens, 32% demonstram maior confiança em novos partidos, e 45% consideram que o sistema precisa passar por uma mudança completa.

Os números indicam que a aproximação da juventude com a direita pode estar relacionada não apenas a uma identificação ideológica tradicional, mas também à insatisfação com as condições econômicas, sociais e políticas atuais.

Quando expectativas de emprego, renda, estabilidade e ascensão social não são atendidas, aumenta a disposição de parte dessa geração em buscar alternativas fora das estruturas políticas tradicionais.

A questão, portanto, vai além de saber se a juventude brasileira simplesmente “virou à direita”.

A Geração Z está se tornando conservadora ou está, antes de tudo, rejeitando o sistema político que recebeu?

A resposta pode ter impacto direto nas eleições de 2026 e no futuro do cenário político brasileiro.

Fonte: AtlasIntel/Bloomberg, Poder360 e Exame.
Pesquisa: 5.510 entrevistados em todo o Brasil, entre 22 e 27 de novembro de 2025, por meio digital. Margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%.

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