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Andrei Rodrigues defende atuação técnica da PF em meio à crise com STF

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira (23) que a corporação deve manter uma atuação técnica e independente para enfrentar críticas e ataques, “não importa de onde” partam. A declaração ocorreu durante a posse do novo superintendente da PF no Tocantins, em Palmas.

Sem mencionar autoridades ou instituições, Andrei afirmou que o momento político exige cautela da Polícia Federal. Segundo ele, o cenário eleitoral aumenta a pressão sobre a corporação, que também está sujeita às disputas políticas, mas deve preservar critérios técnicos em sua atuação.

A manifestação ocorre duas semanas após uma decisão de André Mendonça que afastou preventivamente Andrei e o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. O ministro afirmou ter identificado indícios de monitoramento considerado ilegal de autoridades. A medida provocou uma reação da cúpula da corporação.

No dia seguinte, Flávio Dino determinou a reintegração dos dois delegados. Posteriormente, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu tanto a decisão de Mendonça quanto a de Dino, mantendo Andrei e Almada nos cargos até nova análise da questão.

A suspeita de monitoramento ilegal continua sendo objeto de apuração e contestação. A PF nega ter realizado vigilância indevida contra ministros do Supremo, enquanto a decisão de Mendonça determinou investigações pela Corregedoria da própria corporação.

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