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Próximo presidente herdará cenário fiscal pressionado após governo Lula

Independentemente de quem vencer a eleição deste domingo, o próximo presidente da República assumirá, a partir de janeiro de 2027, um cenário fiscal marcado por elevado endividamento, orçamento cada vez mais comprometido e necessidade de medidas para conter o avanço das despesas.

Segundo a CNN Brasil, a dívida bruta do governo chegou a 82,9% do PIB em agosto, equivalente a R$ 11,1 trilhões. Em apenas oito meses, o indicador avançou 4,2 pontos percentuais. A situação reduz a margem de manobra do próximo governo para ampliar investimentos, reduzir impostos ou criar novas políticas públicas.

Outro problema apontado é o chamado esmagamento do orçamento. Mais de 90% das despesas são obrigatórias, deixando uma parcela cada vez menor de recursos livres para investimentos e outras ações do governo. A CNN também aponta que o governo federal elevou para R$ 80,9 bilhões a previsão de déficit primário efetivo para 2026.

O desafio fiscal também alcança o Orçamento de 2027. Medidas anunciadas antes da eleição, como reajustes no Bolsa Família e o Desenrola 3.0, demandariam um ajuste de R$ 42,3 bilhões na proposta orçamentária enviada pelo governo Lula. A execução do orçamento, porém, ficará sob responsabilidade do presidente eleito.

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