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Aprovado pela Anvisa, remédio para Alzheimer Leqembi chegará ao SUS? Entenda

A aprovação do Leqembi (lecanemabe) pela Anvisa em 22 de dezembro de 2025 representa uma nova esperança para pacientes com Alzheimer em estágio inicial no Brasil. Sendo o segundo medicamento de sua classe aprovado no país — após o Kisunla (donanemab) em abril de 2025 —, o Leqembi demonstrou a capacidade de retardar o declínio cognitivo da doença. Contudo, sua chegada ao Sistema Único de Saúde (SUS) ainda enfrenta um longo e complexo caminho, com o alto custo como principal obstáculo.

O Leqembi atua de forma inovadora ao remover as placas de proteína beta-amiloide do cérebro, uma das características centrais do Alzheimer. O estudo clínico Clarity AD, com 1.795 participantes, demonstrou que o tratamento pode desacelerar a progressão da doença em até 27% em pacientes nas fases leves. É importante ressaltar que ele não representa a cura, mas uma ferramenta para preservar a qualidade de vida, que também apresenta riscos de efeitos colaterais graves, como edema e hemorragias cerebrais.

O caminho para a rede pública

Para que um novo medicamento seja oferecido pelo SUS, a aprovação da Anvisa é apenas o primeiro passo. A farmacêutica responsável, Eisai, precisa agora submeter um pedido de incorporação à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Esse órgão é responsável por avaliar a eficácia, a segurança e, principalmente, o custo-benefício da nova tecnologia para o sistema público.

A análise da Conitec é criteriosa e leva em conta o impacto orçamentário que a inclusão do remédio causaria. Nos Estados Unidos, o tratamento com Leqembi tem um custo anual que pode chegar a 50 mil dólares por paciente, o que equivale a aproximadamente 269 mil reais na cotação de janeiro de 2026. Este valor é considerado um grande desafio para a sustentabilidade financeira do SUS.

O processo de avaliação na Conitec dura, em média, 180 dias, podendo ser prorrogado por mais 90. Após a análise técnica, a recomendação da comissão passa por uma consulta pública, permitindo que a sociedade civil e especialistas contribuam com suas opiniões. Somente após todas essas etapas o Ministério da Saúde toma a decisão final sobre a incorporação.

Como a aprovação pela Anvisa é recente, o Leqembi ainda não está disponível no mercado, e a data de início da comercialização na rede privada será definida pela farmacêutica. A jornada para sua eventual disponibilização no SUS depende da iniciativa da empresa em protocolar o pedido na Conitec e da subsequente negociação de preços com o governo, um processo que pode levar meses ou até anos para ser concluído.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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