O Brasil passou a figurar no centro de duas frentes de atenção do presidente Donald Trump: comércio e diplomacia. No campo econômico, o país está entre os 59 investigados pela United States Trade Representative com base no Artigo 301 da Lei de Comércio de 1974, que apura possíveis violações envolvendo cadeias produtivas e pode resultar em novas tarifas comerciais até julho.
No campo diplomático, a decisão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva de revogar o visto de Darren Beattie, assessor ligado à política externa de Trump para o Brasil, elevou a tensão entre os dois países. O episódio gerou reação entre analistas e diplomatas, que avaliam que a situação pode ampliar o desgaste nas relações bilaterais.
O ex-embaixador brasileiro em Washington Rubens Barbosa afirmou que a tendência é de endurecimento na política comercial americana. Segundo ele, a investigação pode atingir diversos parceiros comerciais: “Acredito que todos os países vão ser penalizados de alguma forma as tarifas devem ser retomadas.” Especialistas avaliam que a apuração combina elementos de política industrial, direitos humanos e estratégia geoeconômica nas relações entre Brasil e Estados Unidos.









