Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontaram mais de R$ 1 bilhão em movimentações consideradas atípicas entre o Banco Master e a Refit, refinaria investigada por suspeitas de sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. As informações vieram à tona após reportagem do Estadão e passaram a ser analisadas pela CPI do Crime Organizado, que busca entender se há conexão entre dois grandes escândalos recentes.
A refinaria é apontada como uma das maiores devedoras de ICMS no país, com acusações que somariam cerca de R$ 26 bilhões em tributos não pagos. A empresa está em recuperação judicial há mais de uma década e foi interditada em janeiro pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) após risco de incêndio. Em 2025, também foi alvo de operações policiais que investigam suposta lavagem de dinheiro ligada ao mercado de combustíveis.
A Refit afirma que as transações eram operações de câmbio para compra de petróleo e sustenta que parte dos valores não teria sido devolvida pelo banco, motivo pelo qual acionou judicialmente o Banco Master. O banco não comentou o caso. A CPI agora analisa se as movimentações detectadas pelo COAF indicam apenas coincidência financeira ou uma conexão mais ampla entre as investigações.








