O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, protocolou pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A solicitação abrange o período de 2022 a 2026 e inclui movimentações em contas bancárias, uso de cartões de crédito, declarações de imposto de renda, operações imobiliárias e relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Segundo o requerimento, a medida busca esclarecer suspeitas envolvendo supostos pagamentos mensais de R$ 300 mil atribuídos ao lobista conhecido como “Careca do INSS”, além de cinco repasses que teriam sido intermediados por Roberta Luchsinger. A investigação também apura indícios de participação indireta em negócios ligados ao setor de cannabis medicinal e a possível origem dos recursos em desvios relacionados ao INSS.
A Polícia Federal reúne mensagens nas quais o lobista menciona que valores seriam destinados ao “filho do rapaz”. Também constam registros de ao menos seis viagens realizadas por Lulinha e Roberta Luchsinger, incluindo deslocamento internacional em voo de primeira classe para Lisboa, com passagens emitidas no mesmo localizador.
Em dezembro, a base governista conseguiu barrar a convocação de Lulinha para prestar depoimento à CPMI. Com o avanço das investigações, parlamentares da oposição agora articulam a aprovação do pedido de quebra de sigilo para aprofundar a apuração dos fatos.








