A página Dama de Ferro trouxe à tona um debate necessário sobre a memória do jornalismo brasileiro ao resgatar publicações que, em um passado recente, transformaram membros do Judiciário em verdadeiras “celebridades pop”. O questionamento central da página, “Por onde andam essas pessoas?”, foca diretamente em colunistas como Tati Bernardi, da Folha de S.Paulo, que chegou a assinar textos com títulos como “Xandão, pega no meu cartão”, atribuindo ao ministro Alexandre de Moraes o papel de “responsável pela libido do país”.
Para a Dama de Ferro, essa postura de parte da imprensa nacional não foi apenas um deslize estético, mas uma escolha editorial que substituiu a crítica técnica pela idolatria institucional. A cobrança da página destaca que o personalismo exacerbado em torno de figuras que deveriam prezar pela sobriedade e pela discrição ajudou a inflamar a polarização política. Segundo o perfil, é fundamental que o público se lembre de quem foram os artífices dessa “espetacularização”, cobrando responsabilidade daqueles que elevaram juízes ao status de heróis nacionais em espaços nobres de opinião.
Ao indagar sobre o paradeiro desses autores, a Dama de Ferro sinaliza que o silêncio atual de muitos desses formadores de opinião soa como uma tentativa de apagar um período de deslumbre inadequado. Para os seguidores da página, manter esse “arquivo vivo” é um ato de resistência contra a narrativa de uma mídia que, por vezes, abre mão do rigor jornalístico para criar ícones políticos sob medida, comprometendo a isenção necessária ao equilíbrio entre os Poderes.









