Poder
Política

Escritório de Lewandowski recebeu R$ 2,6 milhões do Banco Master sem atuar em processos

Não há registros de processos do banco conduzidos pelo escritório, nem de reuniões com autoridades, tampouco de representações formais junto ao governo. Ainda assim, os valores seguiram sendo pagos.

Segundo Enrique Lewandowski, filho do ministro, o trabalho consistia em reuniões “uma ou duas vezes por mês” na sede do banco, com conversas sobre temas fiscais e tributários. Na prática, a conta chama atenção: R$ 250 mil mensais divididos por duas reuniões resultam em R$ 125 mil por encontro. Considerando quatro horas por reunião, o valor chega a R$ 31.250 por hora.

O contrato permaneceu ativo até setembro de 2025, período em que Ricardo Lewandowski já ocupava o cargo de ministro da Justiça havia 21 meses. A indicação para o contrato teria partido de Jaques Wagner, líder do governo no Senado. Ontem, em uma publicação no LinkedIn, o irmão de Lewandowski resumiu o cenário: “No Brasil não existe lei nem justiça”.

Leia também