As Forças Armadas dos Estados Unidos, por meio do Comando Sul (U.S. Southern Command), têm realizado ataques contra embarcações no Pacífico oriental consideradas envolvidas com o tráfico de drogas. Em uma das ações recentes, uma embarcação suspeita foi atingida e duas pessoas morreram, com um sobrevivente resgatado pelas autoridades após a intervenção militar. Autoridades americanas afirmaram que o alvo seguia por rotas conhecidas de contrabando de entorpecentes para a região.
A série de ataques faz parte de uma campanha iniciada em 2025 em águas internacionais, às vezes em coordenação com agências como a Guarda Costeira dos EUA. A ofensiva marcou dezenas de intervenções contra embarcações suspeitas de transporte de drogas, numa estratégia que visa desarticular redes de narcotráfico em alto mar. Especialistas e algumas lideranças internacionais têm questionado a legalidade e os métodos dessas operações.
Paralelamente, em operações de interdição e apreensão marítima coordenadas com a Colômbia, autoridades conseguiram interceptar um submarino carregado com cerca de 10 toneladas de cocaína, estimadas em US$ 441 milhões, e prender quatro suspeitos, em uma ação conjunta que se seguiu a encontros diplomáticos recentes entre Bogotá e Washington.
Essas ações ocorrem num momento em que a política antidrogas tem ganhado perfil militar por parte da administração dos EUA, com foco em rotas de narcóticos no Caribe e no Pacífico, ao passo que países da região debatem abordagens distintas ao problema.









