Após a análise de cerca de três milhões de páginas de documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o FBI concluiu que não encontrou evidências suficientes de que Jeffrey Epstein comandava uma rede organizada de tráfico sexual envolvendo políticos, empresários ou celebridades. Segundo os investigadores, o material apreendido incluindo fotos e vídeos não comprova a participação direta de outros adultos além do próprio Epstein e de Ghislaine Maxwell, condenada a 20 anos de prisão por recrutar menores.
Apesar da conclusão oficial, os registros revelam um conjunto amplo de relações e movimentações financeiras que seguem despertando questionamentos. Documentos indicam pagamentos feitos a mais de 25 mulheres e apontam contatos frequentes de Epstein com figuras poderosas. No caso de Virginia Giuffre, reconhecida como vítima de abusos cometidos por Epstein, as acusações feitas contra o príncipe Andrew não puderam ser comprovadas pelas autoridades. Outras mulheres citadas por Giuffre negaram ter sofrido abusos, e os investigadores afirmam que parte de seus relatos apresentou inconsistências ao longo do tempo.
A ausência de provas penais contra terceiros, segundo o FBI, não equivale a uma absolvição moral ou histórica dos envolvidos, mas à impossibilidade de sustentar acusações criminais. Epstein morreu em 2019 antes de prestar depoimento, e Maxwell permanece como a única condenada no caso. Ainda que a investigação oficial tenha sido encerrada, o volume de documentos expõe um ambiente de influência, dinheiro e acesso privilegiado que mantém o episódio sob escrutínio público e longe de uma conclusão definitiva.









