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Governador do PT minimiza escândalo do Banco Master e diz não conhecer Vorcaro

Diante do escândalo envolvendo o Banco Master, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, recorreu ao expediente mais antigo da política: fingir desconhecimento. Questionado sobre as conexões entre o partido e o banqueiro Daniel Vorcaro, respondeu com desdém: “Ninguém sabe quem é Vorcaro”. A declaração ignora o essencial. O nome pode não ser popular, mas o rombo é. Quase R$ 1,4 bilhão de recursos de previdências estaduais foi parar no banco que acabou em colapso.

A tentativa de normalizar o episódio esbarra em fatos conhecidos. Vorcaro foi recebido em reunião reservada no Planalto, contou com a contratação de Guido Mantega, teve o escritório do ministro Ricardo Lewandowski remunerado em milhões e encontra em Dias Toffoli o relator que mantém provas sob controle. O entorno do partido conhecia bem o banqueiro. O que falta não é informação, é disposição para assumir responsabilidades.

Mesmo assim, Jerônimo admitiu que o governo baiano fez negócios com Guga Lima, sócio do Master, alegando tratar-se de “licitação regular”. Nenhum valor foi informado, nenhum detalhe foi esclarecido. A estratégia é clara: se o nome não é conhecido do grande público, o problema não existe. Mas o cidadão pode até não saber quem é Vorcaro sabe, sim, quem responde politicamente quando bilhões desaparecem.

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