A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) aprovou a viabilidade ambiental da construção de uma nova pista no Sistema Anchieta-Imigrantes, nesta segunda-feira (30). A obra terá 21,6 quilômetros e vai ligar a Grande São Paulo à Baixada Santista.
O projeto já havia recebido sinal verde do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) na quarta-feira (25), após análise de estudos que apontam os impactos da obra.
A construção será feita pela concessionária Ecovias e deve começar no km 43 da Rodovia dos Imigrantes, seguindo até o km 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, perto de Cubatão (SP).
As obras também devem facilitar o acesso direto às duas margens do Porto de Santos e melhorar a logística de transporte na região.
Cerca de 81% do trajeto será feito por túneis, o que ajuda a evitar danos na superfície e reduz impactos na vegetação, mas faz o projeto ser considerado um dos mais complexos do país do ponto de vista de engenharia.

Além disso, o projeto também inclui túneis de emergência, pensados para garantir mais segurança em casos de acidentes, como incêndios.
Um dos destaques é a construção do maior túnel rodoviário do Brasil, com mais de seis quilômetros de extensão.
A nova pista terá uma inclinação média de 4%, o que facilita a descida de veículos, principalmente os mais pesados. Serão duas faixas de rolamento, além de acostamento, que pode virar faixa extra em momentos de maior movimento.
A expectativa é aumentar a capacidade do sistema em 25% no total e em até 145% na descida de caminhões e ônibus, melhorando o acesso ao Porto de Santos e o transporte de cargas.
Com a nova ligação, o sistema também poderá receber mais de 30 mil veículos por dia, além de permitir operações especiais de reversão de sentido em períodos de maior fluxo.

Exigências ambientais
Para liberar o projeto, a Cetesb definiu regras que precisam ser seguidas durante a obra. Entre elas estão o acompanhamento constante da fauna e da flora, a proteção de fontes de água importantes, o controle das escavações e ações para evitar danos aos rios e ao solo.
As medidas incluem ainda monitoramento contínuo da biodiversidade e proteção de mananciais estratégicos ao longo do trajeto.
A análise contou com profissionais de diferentes áreas, como geólogos, engenheiros e biólogos, que acompanharam todas as etapas do projeto.
Próximos passos
A obra deve envolver a retirada de cerca de quatro milhões de metros cúbicos de terra e rocha, volume equivalente a cerca de 1.600 piscinas olímpicas.
Com essa primeira autorização, o projeto agora segue para as próximas fases de liberação, que vão permitir o início das obras e, depois, o funcionamento da nova pista.
As próximas etapas incluem as licenças de instalação e operação, necessárias para que a obra seja executada e entre em funcionamento.








