Segundo a Receita Federal, as regras relativas à Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2026, incluindo a data de liberação do programa, os limites e o prazo de entrega da declaração, serão anunciadas na primeira quinzena de março. Por isso, desde já, é muito importante saber por onde começar a preencher o documento, ou ainda, fazer uma revisão do que não pode faltar.
Para a coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Anhanguera, Isabel Ermisa Pizzorno, a declaração do imposto de renda deve ser encarada como ferramenta de gestão financeira pessoal. “A declaração não é apenas uma obrigação fiscal. Ela funciona como um retrato completo da vida financeira do contribuinte. Quem organiza documentos ao longo do ano consegue visualizar renda, patrimônio, despesas e investimentos com mais clareza”, explica.
Ela destaca que o momento da declaração é uma oportunidade para revisar decisões financeiras. Avaliar se vale mais a pena optar pelo modelo simplificado ou completo e analisar gastos dedutíveis. Além disso, acompanhar retenções na fonte ajuda a identificar excessos de tributação ou oportunidades de restituição.
Importância do planejamento
O cenário econômico de 2026 também reforça a importância do planejamento. Com debates recentes sobre ampliação da faixa de isenção para rendas mais baixas, medida que deve produzir efeitos nos próximos exercícios, e ajustes graduais na tabela do imposto, acompanhar mudanças na legislação pode impactar diretamente a organização do orçamento familiar.
“Quando o contribuinte entende como funciona a tabela do imposto, como são aplicadas as deduções e quais rendimentos precisam ser informados, ele consegue se planejar melhor ao longo do ano, evitando surpresas e distribuindo melhor seus recursos”, afirma o docente.
A recomendação é simples: manter comprovantes organizados, registrar despesas dedutíveis, acompanhar investimentos e não deixar a organização para a última hora. Mais do que evitar a malha fina, o planejamento permite transformar a declaração em instrumento de controle e crescimento financeiro.
Imagem: Arsenii Palivoda | ShutterstockImposto de renda e planejamento financeiro
Para a docente, mais do que evitar a malha fina, a organização transforma a declaração em instrumento de controle e crescimento financeiro. Por isso, ela compartilha dicas práticas para usar esse período para o planejamento financeiro:
- Organize documentos ao longo do ano: mantenha informes de rendimentos, extratos e comprovantes digitalizados para facilitar a conferência;
- Registre despesas dedutíveis mensalmente: saúde, educação e previdência privada devem ser acompanhadas continuamente, não apenas no período da declaração;
- Acompanhe retenções na fonte: entender quanto imposto já foi pago evita surpresas e ajuda a prever restituições ou valores a pagar;
- Revise seus investimentos: diferentes aplicações têm regras tributárias distintas — conhecer essas regras permite decisões mais estratégicas;
- Simule antes de enviar: comparar os modelos simplificado e completo pode representar economia real;
- Use a restituição com estratégia: se houver valor a receber, priorize quitar dívidas ou reforçar uma reserva financeira.
Por Letícia Zuim Gonzalez









