Durante um evento no Instituto Butantan, voltado originalmente à área da saúde, o presidente Lula voltou a direcionar suas declarações ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao afirmar que “não é doido” para entrar em confronto com o líder norte-americano, o chefe do Executivo brasileiro adotou, em seguida, um tom de bravata ao sugerir que poderia “brigar e ganhar” e ao fazer referência à “sanguinidade de Lampião” ao falar sobre sua própria postura política.
A comparação chamou atenção por associar a imagem do presidente brasileiro a um personagem histórico marcado pela violência e pela ilegalidade. O episódio ganha relevo pelo fato de Trump não ter feito, nas últimas semanas, qualquer declaração pública envolvendo o Brasil. Ainda assim, Lula tem reiterado menções ao presidente norte-americano em diferentes ocasiões, incluindo críticas sobre sua forma de governar e advertências em temas de política internacional.
Enquanto o discurso se acirra, questões concretas permanecem sem avanço. Tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros seguem em vigor, interlocutores do governo norte-americano mantêm diálogo direto com o mercado financeiro, e uma visita oficial de Lula a Washington está prevista para março. Especialistas em relações internacionais avaliam que retórica confrontacional não contribui para a redução de barreiras comerciais nem fortalece a posição do país no cenário diplomático.









