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Lula compara Bolsonaro a “cachorro louco” e diz que libertá-lo seria “desmoralizar” o STF

Em entrevista à TV Aratu, da Bahia, o presidente Lula comparou Jair Bolsonaro a um “cachorro louco” e afirmou que uma eventual libertação do ex-presidente representaria uma desmoralização do Supremo Tribunal Federal. “Esse cidadão tem que ficar preso”, declarou. Na mesma fala, Lula admitiu que, no futuro, “pode ter uma anistia, como teve depois de 1964, 15 anos depois”, reconhecendo, ainda que indiretamente, que a própria história pode revisar decisões tomadas hoje.

A declaração gerou forte reação por ocorrer em meio a um cenário político e institucional já tensionado. A fala sugere que Bolsonaro deveria permanecer encarcerado até que o tempo, e não a Justiça, eventualmente corrija o rumo. O discurso reforça a narrativa de punição imediata, mesmo diante de debates jurídicos e questionamentos sobre garantias legais.

No mesmo evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, elevou o tom ao acusar o governo anterior de “estupro das contas públicas”. O dado omitido, porém, é que Bolsonaro encerrou 2022 com superávit de R$ 54 bilhões, enquanto o governo Lula fechou 2023 com déficit de R$ 230 bilhões. A discrepância entre discurso e números alimenta críticas sobre responsabilidade fiscal.

Enquanto Lula faz declarações públicas e ironiza o adversário, o país acompanha o rombo do Banco Master, a pressão do STF contra a instalação de uma CPI, a aprovação de supersalários no Congresso e a recepção cordial à Rússia em Brasília. Bolsonaro, preso e sob alegações de risco à saúde, permanece fora do debate público. Lula, no palanque, segue discursando. A história, como sempre, fará seu julgamento.

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