O presidente Lula confirmou em entrevista que se reuniu, no dia 4 de dezembro de 2024, com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O encontro não constou na agenda oficial do Palácio do Planalto e reuniu nomes estratégicos do governo e do sistema financeiro.
Estavam presentes Lula, Vorcaro, Guido Mantega — contratado pelo próprio Banco Master —, Gabriel Galípolo, então indicado à presidência do Banco Central, além dos ministros Rui Costa e Alexandre Silveira. Mesmo participando da reunião, Galípolo não comunicou o então presidente do BC, Roberto Campos Neto.
Durante a entrevista, Lula afirmou que tratou com Vorcaro sobre uma “investigação técnica do Banco Central”. O problema é que, em dezembro de 2024, não havia qualquer investigação aberta contra o Master. A declaração levanta uma pergunta inevitável: como o presidente sabia de algo que oficialmente ainda não existia?
Agora, Lula afirma que os envolvidos vão “pagar o preço” e que o caso pode se tornar “o maior rombo da história”. Ainda assim, admite ter se reunido fora da agenda, de forma reservada, com o dono do banco e com o futuro presidente do Banco Central na mesma sala.
Questionado sobre o contrato milionário do escritório de Lewandowski com o Master, Lula minimizou: disse ser “natural” e que “qualquer um trabalha em qualquer empresa”. Em um escândalo que cresce a cada revelação, as explicações seguem cada vez mais frágeis.









