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Lula orienta auxiliares contra ações militares na América do Sul

Mesmo de férias no Rio de Janeiro, Lula enviou um recado político à diplomacia brasileira. Segundo Celso Amorim, o presidente orientou auxiliares a não tolerarem ações militares no continente sul-americano. Questionado sobre medidas concretas, o assessor limitou-se a dizer que “o grau da reação depende dos fatos e dos danos humanos e materiais”, sem detalhar qualquer resposta objetiva.

Enquanto o discurso brasileiro permanece abstrato, os Estados Unidos avançam com ações diretas. Na segunda-feira, o presidente Donald Trump anunciou o primeiro ataque em solo venezuelano: um bombardeio conduzido pela CIA contra um porto utilizado por narcotraficantes. Desde setembro, operações americanas no Caribe e no Pacífico já resultaram em mais de 100 mortes.

A posição do Planalto levanta questionamentos. O governo Lula não reconhece a vitória de Edmundo González, evita condenar fraudes eleitorais na Venezuela e mantém silêncio diante do regime de Nicolás Maduro. Ainda assim, promete “reagir” aos Estados Unidos. O contraste expõe uma política externa que critica ações contra o crime organizado, mas evita confrontar ditaduras alinhadas ideologicamente.

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