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Mendonça já havia quebrado sigilos de aliada de Lulinha antes de decisão de Dino

O ministro André Mendonça autorizou, em janeiro de 2026, a quebra de sigilos da lobista Roberta Luchsinger, apontada como próxima de Luís Cláudio Lula da Silva. A medida foi solicitada pela Polícia Federal e os dados passaram a integrar o inquérito ainda no início de fevereiro.

Em 26 de fevereiro, a CPMI também aprovou a quebra de sigilos de Luchsinger, em sessão marcada por tensão e questionamentos sobre a votação conjunta de dezenas de requerimentos. Nesta quarta-feira (4), o ministro Flávio Dino suspendeu a decisão do colegiado, alegando possível violação do devido processo na aprovação simultânea de 87 pedidos.

A decisão, contudo, atinge apenas o ato da CPMI e não interfere nas quebras de sigilo já determinadas no inquérito que tramita no próprio STF. Com isso, a Polícia Federal mantém acesso aos dados e já cruza informações financeiras e comunicações da investigada com outros nomes citados na apuração.

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