A Justiça de São Paulo bloqueou, em abril de 2025, R$ 112 milhões pertencentes a Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Segundo reportagem do Metrópoles, 99% dos valores estavam aplicados na Reag, gestora que meses depois seria liquidada pelo Banco Central por “graves violações às normas do Sistema Financeiro” e alvo da Operação Compliance Zero.
Os autos mostram que, além da Reag, Augusto Lima mantinha valores considerados residuais em outras instituições: R$ 484 mil no Bradesco, R$ 317 mil no Santander, R$ 274 no Banco do Brasil e R$ 2,3 mil no próprio Banco Master. O bloqueio foi determinado pela 22ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, em ação de execução movida pela família ex-controladora do Banco Voiter, vendido ao Master em 2024.
A dívida original era de R$ 470,5 milhões. O bloqueio, no entanto, permaneceu em vigor por apenas oito dias, sendo revertido após um acordo entre as partes. A Reag, que havia ampliado seu patrimônio de R$ 25 bilhões em 2020 para R$ 341 bilhões em 2025, passou de destaque na Faria Lima ao centro de investigações que apuram ligações entre o mercado financeiro e organizações criminosas.









