Reportagem do Metrópoles revelou que Darren Beattie, assessor sênior do presidente Donald Trump para assuntos ligados ao Brasil, solicitou uma audiência com o ministro Kassio Nunes Marques, que deve assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral em junho. O encontro teria como pauta as eleições brasileiras de 2026. A viagem, porém, acabou interrompida após o governo de Luiz Inácio Lula da Silva revogar o visto do assessor antes de sua entrada no país.
Segundo a justificativa oficial, Beattie teria informado que viria ao Brasil para participar de um evento privado sobre minerais estratégicos, e não para compromissos políticos ou diplomáticos. O governo alegou que a agenda com autoridades brasileiras foi incluída posteriormente, após a autorização judicial para que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue internado.
A visita ao ex-presidente também acabou barrada por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Em meio ao episódio, o governo brasileiro condicionou a entrada do assessor a um gesto dos Estados Unidos relacionado a vistos de autoridades brasileiras. O caso levantou questionamentos sobre os bastidores diplomáticos envolvendo a viagem e seus possíveis objetivos políticos.









