A crise que parecia encerrada com a saída de Toffoli ganhou um novo capítulo explosivo.
Segundo Mônica Bergamo na Folha, ministros do STF estão convencidos de que Toffoli gravou clandestinamente a reunião fechada que decidiu seu afastamento do caso Master e selecionou apenas os trechos que o beneficiavam para vazar à imprensa. Os diálogos apareceram literais e com precisão cirúrgica em reportagem do Poder 360: Gilmar dizendo que a PF quis “revidar,” Fux declarando “meu voto é a favor dele, acabou,” Dino chamando o relatório de “lixo jurídico” e Carmen Lúcia dizendo que “todo taxista fala mal do Supremo.”
Colegas já enviaram a matéria diretamente a Toffoli como prova. Ele negou: disse que “não gravou e não relatou nada” e jogou a culpa em “algum funcionário do setor de informática.” O problema: os trechos publicados foram claramente selecionados todos favoráveis a Toffoli, nenhum mostrando a pressão que recebeu para sair. Um funcionário técnico não teria capacidade de fazer essa curadoria. A reação interna é de perplexidade: ministros que o defenderam na sessão agora se sentem expostos e traídos. Quem blinda um colega e depois descobre que foi gravado por ele não repete o gesto.









