A Folha de S.Paulo revelou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes de conduzir a investigação sobre o suposto vazamento de dados fiscais ligados a ele provocou desconforto dentro do próprio Supremo Tribunal Federal. Segundo relato de um integrante da Corte, sob reserva, o procedimento não poderia tramitar como diligência no inquérito das fake news, mas deveria ter sido autuado de forma independente, com distribuição definida pela presidência do tribunal.
A crítica central é jurídica: ao assumir a apuração em que figura como parte interessada, Moraes acumularia funções incompatíveis. O deputado Carlos Jordy afirmou que “juiz não pode ser vítima, investigador e julgador ao mesmo tempo”. Já o senador Alessandro Vieira declarou que combater vazamentos é legítimo, mas não pode servir de cortina para afastar questionamentos.
O caso também envolve contrato milionário da esposa do ministro com o Banco Master, tema que ampliou o debate sobre transparência e limites institucionais. Servidores da Receita foram alvo de medidas cautelares, enquanto a controvérsia jurídica segue aberta nos bastidores de Brasília.









