Polícia Federal decidiu desligar, durante a noite, os geradores responsáveis pelo funcionamento do ar-condicionado central na Superintendência onde está custodiado Jair Bolsonaro. Os equipamentos permanecerão inativos das 19h30 às 7h30, garantindo cerca de 12 horas diárias sem o barulho constante que, segundo a defesa, vinha comprometendo o descanso do ex-presidente.
O ruído dos geradores, instalados em área externa próxima à cela, motivou reclamação formal ao Supremo Tribunal Federal. Os advogados sustentaram que a situação “ultrapassa o mero desconforto”, caracterizando perturbação contínua à saúde e à integridade física do preso. A decisão da PF foi vista como atendimento parcial ao pedido.
Carlos Bolsonaro criticou a demora na solução. De acordo com o vereador, antes de desligar os equipamentos, a PF teria oferecido protetores auriculares ao pai, alternativa classificada por ele como paliativa e insuficiente diante do problema estrutural.
As condições da custódia seguem sob questionamento. Na semana passada, Bolsonaro caiu sozinho na cela e aguardou um dia inteiro por atendimento hospitalar. As visitas são limitadas a meia hora, duas vezes por semana, e a PGR vetou a instalação de uma televisão sob o argumento de “risco de internet”, apesar de o governo distribuir aparelhos em outros presídios. A defesa insiste na conversão da prisão em domiciliar, sem manifestação do ministro Alexandre de Moraes.









