Poder
Política

PF e AGU discutem reação a decisão de Toffoli no caso Master

A Polícia Federal e a Advocacia-Geral da União avaliam a apresentação de recurso contra a decisão do ministro Dias Toffoli, que designou peritos específicos para analisar o material apreendido na Operação Compliance Zero, ligada ao caso Banco Master. Nos bastidores, delegados classificam a medida como incomum e apontam possível interferência no trabalho investigativo da corporação.

O principal foco de desconforto está no fato de os peritos indicados não terem qualquer vínculo com a apuração, que já acumula meses de trabalho e grande volume de dados. A cúpula da PF afirma que não foi comunicada oficialmente da decisão, tomando conhecimento apenas por meio da imprensa, o que agravou o clima interno.

Em um intervalo de 24 horas, Toffoli alterou três vezes a definição sobre a custódia do material apreendido: inicialmente determinou que ficasse sob sua guarda, depois encaminhou à PGR e, por fim, decidiu pela análise por peritos escolhidos diretamente por ele. O contexto adiciona tensão ao episódio, já que o ministro é relator do caso no STF e sua família tem ligação com um fundo da Reag, gestora liquidada pelo Banco Central por suspeitas de conexão com o PCC e apontada como responsável por inflar o patrimônio do banco investigado. Apesar disso, não houve declaração de impedimento.

Leia também