A prisão de Filipe Martins teve origem em um e-mail enviado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, acompanhado de um print que mostraria a “visualização de perfil” no LinkedIn. Na imagem, aparecia o nome do ex-assessor, o que levou o remetente a questionar se ele não estaria proibido de acessar redes sociais. A resposta foi imediata: ordem de prisão.
A defesa sustenta que a conta está inativa desde abril de 2023 e que, desde fevereiro de 2024, as credenciais estão sob controle dos advogados. Segundo os defensores, o registro pode ter sido gerado automaticamente pela própria plataforma, sem qualquer ato voluntário, autoria identificável ou prova concreta de uso. Nada disso foi considerado. Moraes alegou “desprezo pelo sistema jurídico” e decretou a prisão preventiva.
O advogado Jeffrey Chiquini foi categórico: “Filipe foi preso pelo que é e pelo que representa, não pelo que fez. É, oficialmente, um preso político.” Após já ter sido punido no episódio envolvendo Silvinei, Martins agora é detido por um print atribuído a algoritmo e por um e-mail anônimo. A condenação de 21 anos ainda é passível de recurso, e o ministro também determinou a proibição de entrevistas.







