A família é a instituição mais sagrada que conhecemos. Como cristão, entendo que o lar é o alicerce de uma sociedade próspera e segura. É ali, nos primeiros dias de vida, que se formam os valores, o caráter e a base emocional de cada cidadão. Por isso, sempre defendi que a gestão pública não deve apenas administrar recursos, mas sim proteger a vida e fortalecer os vínculos que unem pais e filhos.
Recentemente, o Brasil deu um passo importante com a nova lei da licença-paternidade. Sancionada em março de 2026, a legislação estabelece um avanço gradativo fundamental: passaremos para 10 dias em 2027, 15 em 2028, até consolidarmos os 20 dias em 2029. É um reconhecimento tardio, porém necessário, de que a presença do pai não é um luxo, mas uma necessidade biológica, emocional e social.
20 dias como direito
Olho para essa nova lei com a satisfação de quem já trilhou esse caminho. Em janeiro de 2018, enquanto prefeito de Jaguariúna, tive a honra de alterar o Estatuto dos Servidores Públicos para garantir, de imediato, os 20 dias de licença-paternidade. Naquela época, muitos não compreendiam a dimensão dessa medida. No entanto, minha motivação era clara: dar condições para que o pai exerça seu papel bíblico de protetor e provedor emocional, permitindo que a mãe tenha o suporte necessário em um momento de tamanha vulnerabilidade e beleza.
Acredito em um modelo que é humano e propositivo. A verdadeira política pró-família é aquela que retira o peso das costas da mulher e convoca o homem para a sua responsabilidade. Quando implementamos essa lei em Jaguariúna — benefício que vigora com sucesso até hoje — provamos que é possível equilibrar a eficiência administrativa com o bem-estar do servidor. Não houve prejuízo ao serviço público; houve, sim, um ganho imensurável na saúde das famílias.
Essa experiência municipal me ensinou que grandes transformações começam com a coragem de inovar na legislação. Se um município pode ser o farol dessa mudança, imagine o impacto que políticas dessa natureza, desenhadas com rigor técnico e sensibilidade, podem ter em uma escala maior. O Legislativo tem o dever de ser o escudo da família e o motor de direitos que tragam equilíbrio real para o cotidiano do trabalhador.
Acompanhar a evolução dessa pauta nacional me traz a certeza de que estamos no rumo certo. Mas o trabalho não para por aqui. Precisamos de leis que não apenas deem dias de licença, mas que garantam a dignidade de quem deseja empreender e cuidar dos seus ao mesmo tempo. O meu compromisso continua sendo o mesmo de 2018: usar a força da lei para honrar a família, proteger a infância e garantir que nenhum pai seja um estranho no nascimento de seu próprio filho.








