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Toffoli fatia inquérito do Banco Master e mantém autoridades sob blindagem do STF

O ministro Dias Toffoli iniciou o fatiamento do inquérito que apura irregularidades no Banco Master. Os casos que não envolvem autoridades com foro privilegiado, como o do ex-presidente do Rioprevidência preso nesta semana e do empresário Nelson Tanure, foram remetidos à Justiça Federal. O resultado foi imediato: diligências, prisões e avanço concreto das investigações.

Já os desdobramentos que alcançam parlamentares, governadores e outras autoridades permanecem exatamente onde Toffoli decidiu mantê-los: no Supremo, sob sigilo rigoroso e com qualquer movimentação condicionada à sua autorização. Na prática, a apuração fica paralisada, sem o ritmo e a efetividade vistos na primeira instância.

Relatos internos indicam desconforto tanto na Polícia Federal quanto no Banco Central. Investigadores se dizem engessados, limitados por um modelo que protege alguns e expõe outros. O caso do Rioprevidência é emblemático: enquanto esteve no STF, nada ocorreu; bastou a remessa para a instância inferior para que a prisão fosse decretada. Se o fatiamento fosse realmente para fazer justiça, o critério seria igual para todos mas, neste jogo, só os menores saem da mesa.

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