O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou à sua equipe de segurança nacional a preparação de uma operação militar “rápida e decisiva” contra o regime iraniano. Segundo a NBC News, a orientação foi clara: caso a ação seja executada, deve ser definitiva, sem arrastar o país para um novo conflito prolongado no Oriente Médio. O Pentágono, de acordo com a emissora, já dispõe de opções prontas para atender aos objetivos estratégicos estabelecidos pela Casa Branca.
Dentro do governo americano, há cautela. Assessores avaliam que Teerã reagiria de forma “muito agressiva” a qualquer ataque e admitem que ainda não conseguiram assegurar ao presidente que o regime iraniano colapsaria rapidamente após uma eventual ofensiva. Até o momento, nenhuma decisão final foi tomada, e o cenário permanece em constante evolução.
Em paralelo, Trump afirmou ter recebido informações de fontes consideradas confiáveis indicando a suspensão das execuções de manifestantes no Irã. “Fomos informados por fontes muito importantes que os assassinatos cessaram. Espero que seja verdade”, declarou. Já o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, pediu uma “saída diplomática” em entrevista à Fox News e advertiu Trump para não repetir o que chamou de “erro” cometido em junho de 2025, quando os EUA atingiram instalações nucleares iranianas.
Enquanto Washington adota postura firme diante de Teerã, o governo brasileiro optou pela abstenção. No mesmo dia, Lula telefonou para Vladimir Putin para defender a chamada “soberania” de regimes autoritários, evidenciando mais uma vez o distanciamento do Brasil em relação às democracias ocidentais.









