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TSE forma maioria e ameaça futuro político de Cláudio Castro

O Tribunal Superior Eleitoral formou maioria para cassar e declarar inelegível o ex-governador Cláudio Castro, acusado de abuso de poder nas eleições de 2022. A relatora Isabel Gallotti votou pela condenação e foi acompanhada por Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha. Já Nunes Marques e André Mendonça divergiram. Ainda falta o voto de Cármen Lúcia.

A acusação gira em torno da contratação de cerca de 27 mil temporários via Ceperj e Uerj, que, segundo o processo, teriam sido utilizados como cabos eleitorais. Na tentativa de preservar seus direitos políticos, Castro renunciou ao cargo na véspera do julgamento, mirando uma candidatura ao Senado.

A estratégia, porém, pode ter sido insuficiente. Com a maioria já formada, cresce a possibilidade de inelegibilidade, o que inviabilizaria qualquer plano eleitoral imediato. O caso expõe, mais uma vez, o peso das decisões judiciais sobre o cenário político e reacende o debate sobre os limites entre gestão pública e uso eleitoral da máquina estatal.

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