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Plano vitalício no Senado consome mais de R$ 314 milhões e amplia debate sobre privilégios

O Senado Federal destinou mais de R$ 314 milhões, em valores corrigidos, ao custeio de um plano de saúde vitalício para parlamentares e ex-parlamentares ao longo dos últimos 12 anos. O benefício garante acesso a hospitais de alto padrão, tratamentos no exterior e até transporte por UTI aérea, sendo estendido também a dependentes e mantido mesmo após o término dos mandatos.

Atualmente, mais de 500 usuários integram o programa, incluindo nomes como Fernando Henrique Cardoso, José Sarney, Fernando Collor, Eduardo Suplicy e Marta Suplicy. O ministro do STF Flávio Dino também passou a ter acesso após breve passagem pela Casa em 2023, mantendo o direito mesmo após assumir função no Judiciário.

A lista ainda inclui parlamentares em atividade, como Davi Alcolumbre e Flávio Bolsonaro, além de ex-governadores que exerceram mandato no Senado. O tema reacende discussões sobre o custo de benefícios permanentes em contraste com a realidade da população, que frequentemente enfrenta dificuldades para acessar serviços básicos de saúde.

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