A Comissão Europeia acusou Meta, responsável por Facebook e Instagram, de não impedir de forma eficaz o acesso de crianças menores de 13 anos. A investigação, com duração de dois anos, concluiu que os mecanismos atuais são insuficientes, mesmo diante de regras previstas na Lei de Serviços Digitais.
Dados do estudo indicam que entre 10% e 12% das crianças abaixo dessa idade já utilizam as plataformas na Europa. A Meta pode enfrentar multa de até 6% do faturamento global. A empresa contesta as conclusões, mas admite dificuldades técnicas para verificar a idade dos usuários e promete anunciar novas medidas em breve.
O caso amplia um debate sensível: países como Noruega e Alemanha já avaliam restringir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. A discussão deixa de ser apenas tecnológica e entra no campo da autoridade entre o papel das famílias e o avanço do controle estatal sobre o ambiente digital.









