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Deolane chora em audiência e defesa pede prisão domiciliar

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra chorou durante a audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (22), após ser presa em uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo que investiga lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital.

Durante a audiência, a advogada Josimary Rocha pediu à Justiça que Deolane cumpra prisão domiciliar por ser mãe de uma criança de nove anos.

“A Deolane é mãe de uma criança de nove anos, Excelência. Está demonstrado. Nós já juntamos no procedimento o fato de que, sendo mãe, ela tem direito a responder em prisão domiciliar. A ilegalidade está na prisão, que é utilizada de maneira exacerbada”, afirmou a defesa.

A influenciadora também alegou que, durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, objetos pessoais que não estavam relacionados ao processo foram recolhidos pelas autoridades.

Quando questionada sobre problemas de saúde, Deolane afirmou que enfrenta apenas questões psicológicas.

“Eu tenho alguns problemas, mas são psicológicos e não de mobilidade. As receitas já foram anexadas e os remédios já estão aqui”, declarou.

Ela ainda afirmou que foi presa em razão de sua atuação profissional como advogada.

“Eu fui presa no exercício da profissão. À época dos fatos, eu advogava. É um processo de 2019 e 2020. Quero deixar bem claro, mesmo sabendo que aqui não se trata do mérito, que fui presa por estar advogando por uma quantia de R$ 24 mil depositados em minha conta por um cliente. O próprio relatório da polícia aponta meu acompanhamento como advogada desse cliente”, disse.

Além de Deolane, a operação também teve como alvo Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como principal líder do PCC, além de familiares dele.

Everton de Souza, investigado como operador financeiro da facção, também foi preso.

Outro alvo da Operação Vérnix é o influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, considerado filho de criação de Deolane. Também são investigados Alejandro Camacho, irmão de Marcola, e os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexander Ribeiro Herbas Camacho.

Ao todo, a operação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de 39 veículos e cerca de R$ 357,5 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados.

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