Uma pesquisa realizada pelo instituto PoderData revela que o escândalo envolvendo o Banco Master começou a cobrar um preço político direto do Palácio do Planalto. De acordo com o levantamento, entre os 54% de brasileiros que afirmam ter tomado conhecimento sobre o caso, 48% atribuem ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilidade por ter permitido o avanço das irregularidades na instituição financeira.
Por outro lado, 32% dos entrevistados que acompanham o episódio apontam o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro como o principal responsável pelas falhas que culminaram nas fraudes. Os que declararam não saber identificar o culpado somam 20%.
Abaixo, a distribuição de responsabilidade entre a parcela da população que declarou acompanhar as investigações:
| Responsável por permitir irregularidades | Percentual |
| Governo Lula (PT) | 48% |
| Governo Bolsonaro (PL) | 32% |
| Não Sabe / Não Respondeu | 20% |
Grau de conhecimento e a dinâmica eleitoral
O estudo do PoderData foi estruturado em duas etapas consecutivas. A primeira medição identificou que 54% do eleitorado nacional já teve acesso a notícias sobre a teia de fraudes bancárias, lavagem de dinheiro e corrupção que envolvem o banco — liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. Em contrapartida, uma parcela expressiva de 44% afirmou ainda desconhecer o caso, enquanto 2% preferiram não responder.
Os dados mostram-se politicamente sensíveis para a governabilidade. Apesar das narrativas de bastidores que tentam circunscrever o impacto do “Caso Master” a figuras específicas da oposição ou do judiciário, a opinião pública mais informada tende a cobrar diretamente a conta de quem detém o controle atual dos órgãos reguladores e de fiscalização do sistema financeiro.
A pesquisa quantitativa ouviu 2.500 eleitores em 166 municípios espalhados pelas 27 unidades da federação. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
Com quase metade da população ainda sem acompanhar os desdobramentos profundos do caso, o avanço das investigações da Polícia Federal e a possibilidade de instalação de uma CPI no Congresso que já conta com o apoio de 70% dos parlamentares indicam que o escândalo do Banco Master tende a consolidar-se como um dos temas centrais e mais desgastantes do debate eleitoral de 2026.









