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Alerta na saúde pública: falta de remédios no SUS afeta mais de 33 mil pacientes em 2026

sistema público de saúde brasileiro enfrenta uma grave crise de desabastecimento que ameaça a continuidade de tratamentos essenciais. Um levantamento aponta que, desde o início de 2026, mais de 33 mil pacientes em todo o país relataram a interrupção ou o racionamento de tratamentos devido à falta de medicamentos de alto custo distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com dados divulgados pela Gazeta do Povo, apenas no primeiro trimestre deste ano foram registrados 33.104 relatos de irregularidades no fornecimento, envolvendo 58 medicamentos diferentes. A escassez atinge diretamente pessoas que dependem de assistência contínua para o manejo de doenças autoimunes, raras, crônicas e condições oncológicas.

Consequências clínicas e medicamentos mais afetados

A interrupção forçada das terapias tem gerado consequências severas para a qualidade de vida e a segurança dos pacientes, com relatos de perda de mobilidade física, dores intensas e o agravamento rápido de quadros clínicos que resultam em internações que poderiam ser evitadas. Diante da falta de previsão de entrega, muitos usuários têm recorrido à prática de intercalar doses para prolongar a duração dos estoques individuais.

O monitoramento aponta os fármacos que lideram o volume de reclamações no país:

  • Leflunomida: Medicamento imunossupressor utilizado no tratamento da artrite reumatoide, concentrando o maior número de queixas.
  • Adalimumabe: Terapia biológica indicada para diversas doenças inflamatórias crônicas.
  • Insulina análoga: Item essencial para o controle rigoroso do diabetes.

Geograficamente, o estado de São Paulo concentra o maior volume de notificações de desabastecimento, seguido de perto pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Posicionamento oficial

Em resposta aos questionamentos, o Ministério da Saúde informou que está coordenando o envio de remessas emergenciais para regularizar a distribuição nos estados afetados. A pasta detalhou que abriu um novo processo de compra para a aquisição de 17,8 milhões de unidades de leflunomida, após aplicar notificações formais ao fornecedor anterior em decorrência de sucessivos atrasos no cronograma de entrega.

A regularidade no fornecimento de medicamentos de dispensação excepcional é um direito garantido por lei. Pacientes que encontrarem dificuldades para retirar insumos nas farmácias de alto custo devem registrar a ocorrência nos canais oficiais da Ouvidoria do SUS (Disque 136) para formalização do monitoramento da demanda.

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